"Para o artista, essas formas elementares têm uma fisionomia; elas são formas vivas e expressivas. A perfeição da esfera não é apenas uma intuição matemática. Nós sentimos a leve aparência do que é centrado e homogeneamente circular como um preenchimento da nossa necessidade de completude, concentração e repouso. Foram as qualidades extaticamente percebidas da figura geométrica que inspiraram a definição de Deus como um círculo infinito (ou esfera), cujo centro estivesse em toda parte e a circunferência, em lugar nenhum. Num outro registro, a descrição de Deus, feita por Whitman, a partir das características do quadrado, depende da sua visão intensa do quadrado como uma forma viva:
Chanting the square deific, out of the one advancing, out of the sides;
Out of the old and new - out of the square entirely divine;
Solid, four-sided (all the sides needed)... from this side
Jeovah am I."
(Meyer Schapiro,
A Dimensão Humana da Pintura Abstrata. SP: Cosac & Naify, 2001. Trad. Betina Bischof)

"Cantar o quadrado divino, fora de si seguindo, transborda dos lados;
Transborda de novo e antigo - transborda o quadrado inteiro sagrado;
Sólido, seus quatro lados (todos necessários)... e deste lado
Sou Eu Jeová."
(versão minha para os versos do Whitman)
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